Governo aumenta tarifa de importação de moldes

Boa notícia para as ferramentarias brasileiras. O governo decidiu aumentar a tarifa de importação de moldes para injeção ou compressão de peças plásticas de 14% para 30%. A medida deve dar algum fôlego para os fabricantes de moldes e matrizes que vinham perdendo fatias expressivas do mercado nacional para produtos importados da Ásia.

 

A portaria, divulgada no último dia 18, se segue a outra, publicado no final de 2010, que aumentou as tarifas de outros tipos de moldes – de estampo, de conformação e de injeção de metal. Os moldes para vidro e borracha – menos representativos do setor – ainda não entraram na lista de exceções.

 

Segundo Luiz Zoltán Tóth, diretor da Abifa e um dos coordenadores da Comissão de Cadeia Produtiva de Ferramentas e Moldes da entidade, as medidas atendem reivindicação de um grupos de entidades (Abifa, Abimaq, Fiesp), que contou ainda com o apoio de sindicatos e federações de trabalhadores.

 

O dirigente diz desconhecer os critérios adotados para elevar a tarifa dos moldes de estampo e conformação para 25% e os demais para 30%. “O importante é que o governo atendeu a nossa reivindicação, o que certamente servirá para estancar a sangria que estava ocorrendo nesse setor”.

 

De acordo com Tóth, já é possível perceber sinais de redução nas importações de moldes e matrizes. Tanto entre as cerca de 140 ferramentarias integram o grupo de trabalho da Abifa com entre as encomendas as empresas de fundição estão recebendo de seus clientes brasileiros. “Já nota uma inversão”, diz.

 

O dirigente informa que os trabalhos da Comissão da Abifa irão continuar. A entidade trabalha agora junto à ABNT e ao Inmetro visando a criação de barreiras técnicas, na mesma linha das adotadas pela Alemanha ou pela própria China. Outra frente de atuação está na adoção de mecanismos como a importação não-automática e o preço de referência – para se evitar dumpings.

 

“Trata-se de um setor estratégico para o País e que corre risco de ser desestabilizado ou até eliminado a médio prazo se não tomar algumas precauções”, diz Tóth. “A competição entre os produtos nacionais e os importados é hoje muito desigual. Essas medidas visam dar maior segurança ao produtor nacional, colocando-o em igualdade de condições para competir ao menos no mercado interno”.

 

Fonte: Usinagem Brasil

 

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