Infraestrutura aquece a venda de máquinas para construção.

A aceleração das obras de infraestrutura nos países latino-americanos, com maior destaque ao Brasil, está aumentando o interesse da indústria fornecedora de máquinas e equipamentos voltados à construção civil na região. Uma das empresas que está otimista é a Volvo Construction Equipament Latin America, que viu as vendas brasileiras crescerem 17% em 2009. Para este ano, a companhia prevê um incremento de, pelo menos, entre 10% e 15% nos negócios. O cálculo é de que a receita da unidade regional, salte dos US$ 377 milhões do último ano, para US$ 430 milhões em 2010.

 

“Essa retomada do setor de infraestrutura deve impulsionar o mercado de equipamentos. No Brasil, a liberação de obras de grande porte como por exemplo, a da Usina de Belo Monte, vai gerar uma demanda muito grande”, revelou Yoshio Kawakami, presidente da Volvo Construction Equipament Latin America.

 

De acordo com a análise do executivo, apesar da forte redução de cerca de 60% nas vendas dos demais países latino americanos, algumas economias começam a se recuperar após a crise, levando ao surgimento de novas oportunidades no setor, mesmo que de forma mais lenta. “Peru e Colômbia serão mercados interessantes”, exemplificou.

 

Kawakami acrescentou o projeto de expansão do Canal do Panamá, “umas das maiores obras da América Latina”, disse ao lembrar que o projeto, que entra em nova fase, gerará mais demanda para a venda de equipamentos e máquinas.

 

Para se ter uma ideia, em decorrência do reaquecimento da demanda, a Volvo Construction promete dobrar os investimentos locais este ano. Eles serão de US$ 10 milhões em 2010, cifra acima dos US$ 5 milhões anuais habituais. O montante será destinado à modernização da planta fabril.

 

Levando em consideração o negócio latino-americano, o Brasil representa hoje 73% do faturamento – mundialmente a participação brasileira saltou de 3% para 5% no último ano.

 

 

Concorrência


E não é só a Volvo que atende ao mercado de infraestrutura, a Cartepillar Brasil também mantém considerável fatia do bolo. Por aqui, a empresa confirma participar com suas máquinas em grandes obras como as das “hidroelétricas de Santo Antonio e Jirau, no projeto de Transposição do Rio São Francisco e da Ferrovia Transnordestina, além do Rodoanel paulista, da Refinaria do Rio de Janeiro e BR 101”, segundo informações da empresa.

 

A Cartepillar também participa de obras como a Expansão do Canal do Panamá. Ao todo são mais de 35 produtos fabricados no Brasil. No ano passado, a empresa exportou aproximadamente US$ 486 milhões.

 
Estrangeiras no Brasil



A prova de que o setor de construção civil desperta o interesse das empresas multinacionais, foi anúncio na segunda-feira, da chegada da chinesa Sany Heavy Industry ao Brasil. A corporação anunciou investimento de US$ 200 milhões nos próximos cinco anos para implantação de sua planta fabril.
“O Brasil tem hoje uma base sólida em relação ao tipo de demanda que atendemos”, falou à imprensa Xiang Wenbo, CEO mundial da Sany.

Na ocasião em que assinou um protocolo de intenções junto ao junto ao governo estadual paulista, o executivo disse que a chinesa pretende crescer a partir do Brasil, sendo este o primeiro braço do grupo na América Latina, de onde se abrirá o fornecimento de maquinários para toda a região. O Grupo Sany tem hoje 30 filiais espalhadas pelo mundo, formando uma rede de distribuição que atinge 110 países.

 

Outra corporação estrangeira que ensaia os primeiros passos em direção aos negócios brasileiros é uma da líderes mundiais do setor e equipamentos, a Hyundai Heavy Industries . A empresa comunicou ao mercado brasileira, a realização de parceria e investimentos conjuntos com a OSX Estaleiros, de Eike Batista na área construção naval.

 

Recentemente, foi divulgado pela imprensa, que a Hyundai Heavy estaria de olho na implantação de uma planta no Brasil.

 

 

 

Fonte: CIMM

 

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