Guia sobre produção fabril

1. Introdução
Na atualidade, a sobrevivência no mercado requer a construção de vantagens competitivas que permitam a diferenciação de uma empresa em relação aos seus concorrentes diretos.
Esse é o fator que faz com que os clientes optem por adquirir os seus produtos em detrimento de outras opções disponíveis com grau semelhante de qualidade. É preciso que o consumidor perceba uma vantagem que justifique ou incentive a sua opção de compra.
Esse diferencial pode assumir muitas formas e pode ser representado, inclusive, pela gestão fabril e processos internos dos quais o consumidor final não tem ciência, mas que podem comprometer a sua experiência.
Por esse motivo, a gestão e suas aplicações no setor fabril merecem reconhecimento e são o foco deste e-book. Acompanhe os próximos tópicos e boa leitura!
2. Por que a produção fabril deve ter uma boa gestão?
Não é possível abordar o tema da gestão fabril sem antes considerar a estratégia adotada pela empresa, afinal, os processos começam a partir da etapa de planejamento.
Refletir sobre a estratégia é uma das muitas atribuições da gestão fabril, devido ao seu impacto direto na qualidade da produção. Em uma era que preza pela informatização e pela eficiência, não se pode descuidar dos detalhes que compõem uma linha de produção.
Por isso, o desenvolvimento de planos e contingências garantem melhores resultados desde o início. Os profissionais da área reconhecem que a produção fabril não pode ser tratada como uma atividade isolada, pois os departamentos de uma empresa são interdependentes.
Isso quer dizer que, para que a área produtiva se mantenha em pleno funcionamento, é preciso contar com:
- aquisição de matérias-primas por parte da área de suprimentos;
- armazenagem e conservação de insumos pela área de estoque;
- projeção de vendas estimada pelo departamento comercial;
- recrutamento de profissionais qualificados pelo setor de Recursos Humanos;
- planejamento das finanças e disponibilização de recursos pelo departamento financeiro.
Como o próprio nome sugere, gestão significa cuidar de todos os elementos envolvidos, para que as atividades sejam executadas na ordem e no momento correto.
2.1. Elevação dos níveis de produtividade
A produtividade é um indicador que mede o ritmo da sua linha de fabricação e do aproveitamento de todos os recursos disponíveis. A visibilidade desse indicador é a base das decisões tomadas para aumentar ou diminuir a quantidade produzida mensalmente.
Um índice bastante importante para medir e elevar a produtividade industrial é o OEE (Overall Equipment Effectiveness) ou Eficiência global de equipamentos. O OEE foi desenvolvido pela Japan Institute of Plant Maintenance (JIPM), que buscava um índice capaz de mensurar a eficiência das máquinas e que servisse de referência para avaliar se uma máquina está funcionando perfeitamente (manutenção, quebra ou parada). O OEE pode medir a eficiência de uma máquina, um conjunto de máquinas, uma linha de produção e também de uma planta de produção inteira.
É fundamental que os gestores e a equipe saibam responder às seguintes perguntas:
- Qual é a produção diária?
- Qual é a produção total ao final do mês?
- Quanto tempo é gasto na preparação das máquinas?
- Qual é a produção por jornada de trabalho ou por turno?
- Qual é o percentual de perdas e defeitos da linha de produção?
Medir o aspecto quantitativo é simples, porém, as informações obtidas apresentam limitações. Por exemplo, é possível quantificar quantas vezes a produção teve de ser interrompida em um determinado período. Como resultado, a quantidade horas paradas pode ser multiplicada pelo custo da produção e demonstrar a perda em valores monetários.
Contudo, também é necessário identificar as causas que levaram à parada dos equipamentos e, assim, é possível implementar medidas preventivas.
Esse é o aspecto qualitativo do estudo do desempenho operacional. Com esses dados em mãos, o gestor pode identificar problemas como a falta de manutenção e o desgaste de peças para, então, providenciar a sua correção.
2.2. Diagnóstico operacional
Os processos empresariais estão em constante modificação e evolução. Esse é um dos pilares dos projetos de melhoria contínua implementados nas organizações. É importante reconhecer que há espaço para o aprimoramento, por menor que seja.
Para colocar esse tipo de iniciativa em prática, é essencial contar com a adesão de toda empresa em uma cultura que incentiva essa atitude por parte de todos os profissionais.
A contribuição da área produtiva é a identificação de gargalos, redução de desperdício, descarte adequado de resíduos e o acompanhamento geral do processo. Isso quer dizer que todas as etapas são suscetíveis de adaptação e, consequentemente, ganhos em tempo e economia de recursos.
2.3. Pesquisa e desenvolvimento de produtos
Essa é uma das áreas mais importantes de uma fabricante. Tal reconhecimento se deve pelo fato de que é um espaço dedicado à pesquisa e a criação de novos produtos. As empresas mais inovadoras desse setor destinam um elevado volume de verbas para o desenvolvimento de novas tecnologias, processos e materiais.
Suponha que um insumo se tornou excessivamente caro. Qual seria a sua atitude para solucionar esse problema? Imagine ainda que composto utilizado na sua produção teve o uso restrito devido ao seu impacto ambiental. Como superar esse obstáculo sem impactar a produção?
Essa é a missão de pesquisadores e engenheiros que encontram soluções para problemas operacionais, além de lidarem com o lançamento de novos produtos. Com isso, é possível desenvolver formas alternativas de chegar ao mesmo resultado sem comprometer a qualidade esperada.
3. Como fazer uma gestão de produção fabril eficiente?
A atividade de gestão merece destaque, devido ao seu impacto na formulação de estratégias, na execução das atividades operacionais e na concretização dos objetivos organizacionais. Por isso, desde microempresas até grandes multinacionais podem reconhecer a importância de seu papel e confiar na sua capacidade gerencial.
3.1. Planejamento da produção
Sob o ponto de vista da manufatura, o planejamento de suas atividades começa muito antes da chegada dos insumos na linha de produção. Antes de tudo, o gestor deve saber qual a quantidade de produtos deve ser produzida para abastecer o seu mercado.
Vale ressaltar que o excesso de mercadorias pode resultar na queda dos preços e em produtos encalhados nas prateleiras nos pontos de venda. Por outro lado, uma quantidade insuficiente para atender à demanda representa a perda de oportunidades de negócio e causa a insatisfação dos clientes.
Nesse cenário, somente um equilíbrio é capaz de garantir que não haverá problemas no momento das vendas. Esse processo é chamado de estimativa de demanda e utiliza como fonte de dados:
- consumo histórico;
- pesquisas de mercado;
- volume vendido em períodos sazonais; e
- estimativas de vendas fornecidas pelos distribuidores.
3.2. Gestão da excepcionalidade
Essa modalidade da gestão é assim chamada porque representa os desvios das regras ou padrões estabelecidos. Como o gestor fabril tem uma visão ampla do todo, é preciso concentrar os seus esforços nos aspectos mais importantes. Quando aplicada à cadeia de produção, essa priorização deve observar:
- o abastecimento da linha da produção;
- a disponibilização de peças para manutenção;
- a contratação de serviços de energia e abastecimento do maquinário; e
- a contratação de profissionais especializados em reparos, caso haja necessidade.
Muitas empresas se preocupam com fatores mais amplos, como o contexto econômico, o comportamento do consumidor e a confiabilidade dos fornecedores. É natural que a atenção da equipe gerencial seja focada em aspectos com real impacto sobre a sua produtividade e, consequentemente, a sua lucratividade.
Contudo, até mesmo os processos mais ordenados estão sujeitos a erros e imprevistos. O resultado pode assumir grandes proporções, como a interrupção da produção, problemas nos produtos que demandam a realização de recall e perda financeira. Por isso, é fundamental que a equipe esteja preparada para lidar com esse tipo de obstáculo, com o propósito de encontrar soluções imediatas.
A proatividade e autonomia para agir devem ser incentivadas para mapear as ocorrências anteriores e, com isso, conseguir prever os riscos com maior grau de exatidão.
4. O que pode ser feito para aumentar a produtividade?
A obtenção do aumento da produtividade é um desafio constante, que envolve a área gerencial, a gestão de pessoas e o planejamento estratégico. É requerido que essas áreas funcionem de forma coordenada para chegar ao objetivo desejado.
Afinal, para incrementar os resultados da produção, é necessário aumentar a quantidade de profissionais, adquirir os suprimentos necessários e controlar os custos que podem sofrer aumentos. Toda a estrutura deve ser repensada para suportar essa decisão.
4.1. Investimentos em inovação tecnológica
É de amplo conhecimento que, todos os dias, surgem novas tecnologias, sistemas de gestão e aparatos que oferecem mais eficiência e são decisivos para a conquista do mercado. Por outro lado, é preciso reconhecer que, de acordo com o porte do negócio, a aquisição de ferramentas modernas pode ser limitada pela disponibilidade de recursos financeiros para viabilizar o investimento.
Na maioria das vezes, o retorno é percebido somente em longo prazo e são produzidos melhores resultados quando utilizados em grandes margens. Isso quer dizer que, quanto maiores os lotes, consequentemente, maior será a economia.
Porém, esse é um aspecto que precisa ser trabalhado com dedicação para favorecer o negócio amplamente. Essa é a justificativa para o desenvolvimento de novas ideias, reformulação de processos e renovação de equipamentos.
4.2. Clima organizacional
A importância da satisfação dos profissionais e a qualidade do relacionamento com os integrantes da equipe tem intrínseca relação com o desempenho da operação. Essa atitude tem influência sobre fatores comportamentais, como a flexibilidade e a capacidade de solucionar problemas.
O clima organizacional pode ser conceituado como o conjunto das características que representam a organização, bem como os indivíduos que a compõem. A produtividade cresce quando o ambiente interno oferece espaço para correr riscos, desenvolve a prática de cooperação entre departamentos e busca conhecer o seu público para atendê-lo de maneira satisfatória.
Outra sugestão é adotar o sistema 5S, que é uma prática bastante comum e com real impacto na execução das atividades e na qualidade de vida da equipe! O objetivo deste modelo de gestão é ter mais e melhores condições de identificar falhas, sejam elas explicitas ou ocultas, e implementar medidas corretivas.
5. De que forma os sistemas ERP podem ajudar nesse processo?
Quando falamos de tecnologia, é preciso compreender que o assunto vai além das máquinas e equipamentos utilizados diretamente na produção. É necessário considerar as tendências em termos de sistemas de gestão integrada ou Enterprise Resource Planning (ERP), como também são conhecidos.
5.1. Otimização de processos
Antes da implantação de um sistema de gestão, o gestor deve dedicar tempo para mapear os processos que serão afetados e como será a compatibilidade com a forma como as tarefas são executadas na prática.
Esse estudo contribui para identificar atividades repetitivas e redundantes, permitindo a sua correção ou reformulação. Quando o sistema já está implantado, a gestão da cadeia produtiva passa a ser muito mais eficiente, pois se torna viável:
- gerenciar a capacidade produtiva;
- analisar o comportamento do consumidor e a sua demanda;
- gerar economia de tempo, pois automatiza diversas atividades;
- evitar a incidência de erros causados pela intervenção humana; e
- mensurar o consumo de matérias-primas e planejar a sua reposição.
5.2. Atendimento à legislação fiscal
Todos insumos adquiridos, bem como os produtos acabados liberados para venda devem passar por um complexo sistema fiscal, para que todas as exigências tributárias sejam cumpridas.
Isso também vale para a etapa de transporte e para as transportadoras contratadas para prestar esse serviço. Desse modo, é possível assegurar a emissão dos documentos fiscais e o recolhimento dos tributos devidos na operação de venda de mercadorias.
6. Conclusão
O mercado hoje tem uma cultura de produção enxuta (Lean Manufacturing), que nada mais é do fazer mais com menos. Por esse motivo, a gestão do tempo, dos custos e a prevenção de desperdícios são atividades essenciais para manter a empresa nos eixos.
Esse é um processo que vai do planejamento estratégico até a entrega dos produtos dentro do prazo. Isso é possível devido à padronização dos processos para eliminar a incidência de erros e reduzir o volume de retrabalho.
Desse modo, a sua capacidade produtiva é compatível com a demanda e torna a sua área operacional preparada para reagir com agilidade em períodos de oscilação sazonal. Essa característica tem relação direta com a confiabilidade e a maturidade que a sua empresa demonstra para o mercado.
Como resultado, as expectativas e requisitos dos clientes são atendidos, garantido que a sua experiência seja apropriada.
7. Sobre a GRV
Com mais de 16 anos de atuação no mercado, a GRV desenvolve soluções especificas para empresas que fabricam itens sob encomenda, como indústrias que atuam no setor de usinagem, ferramentarias, caldeirarias e máquinas especiais.
A GRV desenvolve soluções baseada no que há de mais moderno e eficiente em nível mundial para oferecer os melhores serviços a seus clientes. Como conceitos de Lean Manufacturing (manufatura enxuta), indústria 4.0, IoT (Internet of Things – Internet das coisas) e OEE (Overall Equipment Effectiveness). Saiba mais, peça uma demonstração sem compromisso: contato@grv.com.br